28 de out. de 2011

30/10 - domingo - participe do Passeio Ciclístico em Comemoração ao Dia Nacional da Reciclagem do Alumínio

 

 

Data: 30/10
Horário: 09h às 11h40
Local: Loja Extra Itaim Bibi. Rua Leopoldo Couto Magalhães Júnior, altura do nº. 300 - Itaim Bibi, Zona Sul. São Paulo

Sustentabilidade e qualidade de vida para celebrar o Dia Nacional da Reciclagem do Alumínio.

No dia 30 de outubro, domingo, a Associação Brasileira do Alumínio (ABAL) promove o 1º Passeio Ciclístico em comemoração ao Dia Nacional de Reciclagem do Alumínio, na região do Itaim Bibi, zona sul de São Paulo. A ação tem por objetivo divulgar duas boas práticas: a reciclagem e a atividade esportiva, atitudes que impactam positivamente na qualidade de vida e no meio ambiente. 

São 15 km de trajeto, saindo do EXTRA Itaim Bibi, passando pelo Parque do Povo e também pelo Parque das Bicicletas, com retorno ao estacionamento do hipermercado. Para participar é necessário inscrever-se  gratuitamente no site do Clube dos Amigos da Bike (CAB), ter mais de 14 anos e levar ao local uma latinha de alumínio para bebidas, que será trocada pela camiseta do evento.  A troca das latinhas pelas camisetas começa às 9h; as pedaladas às 10h e o fim do passeio está programado para 11h40. 

“Sempre foi desejo da ABAL comemorar o sucesso da reciclagem do alumínio com uma ação que envolvesse atividade física e a relação com o meio ambiente. Promover a adoção de hábitos que visam a preservação ambiental e a manutenção da nossa qualidade de vida é fundamental para a construção de um futuro mais saudável e sustentável. Estamos muito satisfeitos em poder realizar essa ação e contribuir com a propagação dessas idéias”, explica Henio De Nicola, coordenador da Comissão de Reciclagem da ABAL. 

O evento tem o patrocínio das empresas Latasa Reciclagem e Novelis do Brasil, e apoio das empresas Alloys & Metals Reciclagem de Metais, Alpex Alumínio e Votorantim Metais-CBA, apoio institucional do Extra Hipermercados e apoio técnico do Clube dos Amigos da Bike.

 

 

 

 

 

 

 

26 de out. de 2011

Amplificador de sinal WI Fi - ecológico e fácil de fazer

Reutilize latinhas de alumínio para elevar a potência do sinal Wi-Fi

Uma folha de alumínio é capaz de aumentar o sinal, porém, é necessário fazer uma curva na folha para direcionar a transmissão, então, nada mais prático do que utilizar uma latinha de alumínio que além de mais resistente já possui o formato adequado. | Imagem: The Chieve

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O CicloVivo separou uma dica de como reutilizar uma lata de refrigerante ou cerveja para aumentar o sinal Wi-Fi de maneira ecologicamente correta.

Uma folha de alumínio é capaz de aumentar o sinal. Porém, é necessário fazer uma curva na folha para direcionar a transmissão, então, nada mais prático do que utilizar uma latinha de alumínio que além de mais resistente já possui o formato adequado.

Para este projeto você vai precisar de uma tesoura, um estilete, massa adesiva reutilizável e uma latinha de alumínio vazia.

O primeiro passo é lavar a lata de alumínio vazia. Após estar limpa e seca, remova o anel.

Corte o fundo da lata com o auxílio de uma tesoura ou estilete. Durante esse procedimento, tome muito cuidado para não se cortar. A seguir, corte a tampa deixando cerca de dois centímetros sem cortar, conforme mostra a figura exposta na galeria ao lado – a tampa não será removida. Agora corte no sentido do comprimento da lata do lado oposto a boca.

Feito isso, coloque massa adesiva na tampa do lado oposto da abertura – se achar necessário, e conecte sua lata ao roteador Wi-Fi. Se não encontrar o adesivo, basta encaixar o buraco da lata na antena e pronto. Este simples impulso é capaz de aumentar a força do sinal de duas a quatro barras.

Depois, não deixe de encaminhar para a reciclagem as partes não utilizadas!

As instruções publicadas no DiscoveryChannel são do The Chive.

Redação CicloVivo

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*                          + Como fazer uma antena wireless reutilizando latas de alimentos

 

 

 

 

 

 

 

25 de out. de 2011

Pesquisa do Ibope revela que apenas 48% das empresas possuem políticas de sustentabilidade

20/10/2011     -   Fonte: Ibope

 

 

 

O Ibope realizou uma pesquisa com 400 médias e grandes empresas brasileiras e multinacionais atuantes no Brasil, dos ramos da indústria, comércio e serviços, para saber como o empresariado vê e trata a questão ambiental.

O estudo mostra que 94% dos entrevistados dizem ter conhecimento sobre o assunto. Porém, apenas 48% das empresas ouvidas têm políticas de sustentabilidade com metas e ações planejadas. Outras 45% praticam ações pontuais e 7% afirmam não ter qualquer medida para um modelo de gestão sustentável.

Em 52% das entrevistas, as áreas que elaboram e executam as ações são distintas. Das áreas responsáveis pela execução, em mais de 40% das empresas são as equipes de marketing e comercial que geram as ações.

“Talvez isso indique que o peso das ações ainda se volte para a imagem da empresa ou de seus produtos, mais do que um comprometimento com o médio e longo prazo”, explica o diretor executivo do Ibope Ambiental, Shigueo Watanabe.

Quando existe um conselho ou comitê de sustentabilidade, quase 20% dos membros não pertencem aos quadros da corporação. “Isso demonstra que começa a existir a percepção de que a amplitude e dinâmica do tema exigem opiniões de pessoas de fora da empresa”, explica.

As pressões de clientes e consumidores para que a empresa seja sustentável também aparecem no estudo, uma vez que 70% dos entrevistados afirmaram que seus clientes já procuraram saber se a organização tem algum projeto de sustentabilidade implantado.

Ao responder como os empresários acreditam que será o consumidor de 2022, 91% dizem que os consumidores estarão mais atentos ao posicionamento sustentável, onde comprarão marcas de organizações socialmente responsáveis, 83% acham que os consumidores estarão dispostos a pagar mais caro por produtos que não agridam ao meio ambiente e 69% afirmam que a relação custo/benefício será o critério principal de compra.

“Portanto, o desafio do empresário é harmonizar o custo/benefício de seus produtos e serviços com a sustentabilidade”, explica Watanabe.

A pesquisa foi realizada para marcar o lançamento da nova unidade do Grupo Ibope, o Ibope Ambiental. A empresa trabalhará em duas linhas de negócios distintas. A primeira, de consultoria, desenvolverá projetos em segmentos como estratégias de sustentabilidade, gerenciamento e reporte de emissões de gases de efeito estufa para governos, autarquias e setor privado. A outra área de atuação abrange certificações e inicialmente trabalhará nos mercados de carbono, regulados e voluntários, validando e verificando projetos de redução de emissões.

 

 

 

 

 

 

 

24 de out. de 2011

Exercício + geração de energia + multimídia = genial!

 

Vejam como é possível fazer coisas geniais e que chamam muito a atenção.

 

Muito legal, vale a pena ver – a tecnologia esta disponível, basta procurar...

 

Aqui em SP tem uma discoteca que usa a energia do movimento da pista de dança ...

 

 

 

21 de out. de 2011

Salvem as Abelhas! - assine a petição

Agrotóxico pode dizimar populações de abelhas!

 

 

As abelhas são vitais para a vida na Terra - a cada ano elas polinizam plantas e plantações com um valor estimado em US$40 bilhões, mais de um terço da produção de alimentos em muitos países. Sem ações imediatas para salvar as abelhas, poderíamos acabar sem frutos, legumes, nozes, óleos e algodão.

 

Nos últimos anos, temos visto um declínio acentuado e preocupante a nível global das populações de abelhas - algumas espécies de abelhas estão extintas e outras chegaram a 4% da população no passado. Cientistas vêm lutando para obter respostas.

 

Alguns estudos afirmam que o declínio pode ser devido a uma combinação de fatores, incluindo doenças, perda de habitat e utilização de produtos químicos tóxicos. Mas um importante estudo independente recente produziu evidências fortes culpando os agrotóxicos neonicotinóides.

 

A França, Itália, Eslovênia, e até a Alemanha, sede do maior produtor do agrotóxico, a Bayer, baniram alguns destes produtos que matam abelhas. Porém, enquanto isto, a Bayer continua a exportar o seu veneno para o mundo inteiro.

 

Este debate está esquentando a medida que novos estudos confirmam a dimensão do problema. Segundo a rede de campanhas globais, Avaaz, um documento vazado mostra que a Agência de Proteção Ambiental dos EUA já sabia sobre os perigos do agrotóxico, mas os ignorou. O documento diz que o produto da Bayer é "altamente tóxico" e representa um "grande risco para os insetos não-alvo (abelhas)".

 

A organização Avaaz criou uma petição online que será entregue aos governantes responsáveis. Para assinar clique abaixo:

 

https://secure.avaaz.org/po/save_the_bees/?cl=898872893&v=8130

 

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Itaú esta doando livros infantis - é fácil e rápido

São 3 livros bem legais para vc ler para seu filhos ou doar para alguma instituição...

 

O Itaú realiza uma série de programas e parcerias para tornar o Estatuto da Criança e do Adolescente uma realidade para todos. E investe cada vez mais na qualidade da educação.

A Coleção Itaú de Livros Infantis foi criada pela Fundação Itaú Social para ajudar a despertar desde cedo o prazer pela leitura. Ela foi feita para você que também acredita que a educação é o melhor caminho para a transformação do Brasil.

A educação muda o Brasil.

E o Itaú participa dessa mudança com você.

 

http://www.itau.com.br/itaucrianca/

 

 

 

 

 

 

18 de out. de 2011

TED Louie Schwartzbeg: A beleza oculta da polinização

O processo de polinização é vital para a vida na Terra, e ainda assim quase nunca é visto pelo olho humano. Nessa curta apresentação no TED, o cineasta Louie Schwartzberg mostra o intricado mundo do pólen e polinizadores com maravilhosas imagens em alta velocidade do seu filme "Wings of Life" (Asas da Vida, em tradução livre), inspirado no desaparecimento de uma das principais polinizadoras da natureza: a abelha.

Para Schwartzberg, muitas vezes nos esquecemos ou não damos a devida importância a coisas pequenas, mas fundamentais para a nossa existência – e a polinização é uma delas. “E não é possível contar a história dos polinizadores, abelhas, morcegos, beija-flores, borboletas, sem contar a história sobre a invenção das flores e como elas co-evoluíram ao longo de 50 milhões de anos”, afirma.

O cineasta conta um pouco sobre sua experiência de 35 anos filmando flores 24 horas por dia, sete dias por semana, e sobre a paixão por essa “história de amor que alimenta a Terra”. Schwartzberg nos lembra que somente observando essa relação é possível perceber como fazemos parte da natureza, e não estamos separados dela.

Por isso, quando soube do desaparecimento das abelhas, ele resolver agir. “Nós dependemos dos polinizadores para mais de um terço das frutas e vegetais que comemos. E muitos cientistas acreditam que é o problema mais sério da raça humana. É como um aviso de algo muito ruim. Se elas desaparecerem, nós também iremos. Nos lembra que fazemos parte da natureza e precisamos cuidar dela”, afirma.

Assim, Schwartzberg iniciou uma longa pesquisa com diversos cientistas para descobrir o funcionamento dos processos de polinização, suas motivações e consequências, e descobriu que se trata de um mecanismo criado pela natureza para que a vida não acabasse e seguisse uma evolução eterna.

Impressionado com as descobertas e a força da natureza, ele começou a filmar esse “cruzamento entre o mundo animal e o mundo vegetal”, que segundo Schwartzberg é um momento mágico. “É o momento místico onde a vida se regenera, de novo e de novo”.

Para concluir sua apresentação, o cineasta mostra algumas das imagens impressionante do seu filme. “Espero que você bebam, tuítem, e plantem algumas sementes para polinizar um jardim amigável. E sempre tirem tempo para cheirar as flores, e deixe-as enchê-los de beleza, e que vocês redescubram o senso de encanto”.

Vamos ajudar a natureza a cumprir o papel de propagar a vida ... inclusive a humana!

Assista abaixo à palestra na íntegra (para ver com legenda em português, selecione a opção ao lado do play):

(Pulem a parte que ele apresenta pois esta no texto acima e vejam apenas as imagens que são sensacionais!

http://www.youtube.com/watch?v=eqsXc_aefKI

 

 

 

 

 

Estádio baiano de futebol é o primeiro da América Latina autossuficiente em energia

O conteúdo do EcoDesenvolvimento.org está sob Licença Creative Commons. Para o uso dessas informações é preciso citar a fonte e o link ativo do Portal EcoD. http://www.ecodesenvolvimento.org.br/posts/2011/outubro/estadio-baiano-de-futebol-e-o-primeiro-da-america#ixzz1b9KfAXZe

Foram instalados painéis para geração de energia solar no estádio de Pituaçu, localizado em Salvador, na Bahia. A implantação do sistema, que foi oficializada em solenidade na noite de quinta-feira, 13 de outubro, torna o estádio o primeiro da América Latina autossuficiente em energia elétrica.

"O sistema de energia solar fotovoltáica começa a operar no jogo do Bahia contra o Ceará, dia 4 de dezembro, válido pela Série A do Campeonato Brasileiro", garantiu o presidente da Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia (Coelba), Moisés Salles.

Segundo a assessoria de imprensa do Governo do Estado da Bahia, a energia solar excedente também vai beneficiar os prédios da Secretaria da Administração do Estado da Bahia (Saeb) e a Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte da Bahia (Setre).

"A ideia de utilizarmos a energia solar, uma energia renovável e limpa, é uma exigência do mundo atual. Vamos substituir a matriz energética utilizada, o que provocará uma grande economia de energia e se traduzirá em menos gastos para os cofres públicos", estimou Nilton Vasconcelos, secretário da Setre.

Com a contrapartida do governo, o sistema (orçado em R$ 5,2 milhões), será custeado pela Coelba.

Com informações do Correio da Bahia.

 

 

 

 

 

 

 

14 de out. de 2011

Armadilha para captura de pernilongo - Fácil de fazer

 

Simples e fácil de fazer:

 

 

 



 

SERVE PARA QUALQUER PERNILONGO, e MESMO O DA DENGUE, MOSQUITOS e INSETOS VOADORES ONDE TIVER, PRINCIPLAMENTE NA PRAIA... 

 

  Como matar mosquitos ecologicamente correto. 
Para ajudar com a luta contínua contra os mosquitos da dengue e a  dengue hemorrágica, uma idéia é trazê-los para uma armadilha que pode matar muitos deles.

O que nós precisamos é, basicamente:

 

200 ml de água,
50 gramas de açúcar mascavo,
1 grama de levedura (fermento biológico de pão, encontra em qualquer supermercado ) e

1 garrafa plástica de 2 litros 

Como fazer: 

1. Corte uma garrafa de plástico (tipo PET) ao meio. Guardar a parte do gargalo:  


 

2. Misture o açúcar mascavo com água quente. Deixe esfriar. Depois de frio despejar na metade de baixo da garrafa.

 


3. Acrescentar a Levedura . Não há necessidade de misturar. Ela criará dióxido de carbono.

 4. Colocar a parte do funil, virada para baixo, dentro da outra metade da garrafa.

 5. Enrolar a garrafa com algo preto, menos a parte de cima, e colocar em algum canto de sua casa.

 Em duas semanas você vai ver a quantidade de pernilongos e mosquitos que morreu dentro da garrafa.

 Além da limpeza de suas casas, locais de reprodução de pernilongos e mosquitos, podemos utilizar este método muito útil em:  Escolas, Creches, Hospitais, residências, sítios, chácaras, fazendas, floriculturas. etc. 
Não se esqueça da 
Denguenos próximos meses: este pernilongo pode matar uma pessoa! 
 

DIVULGUE!


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Campanha coleta lixo eletrônico - este mês de outubro

 

O Brasil consome por ano, segundo o MMA, mais de 120 milhões de eletroeletrônicos. Pelo menos 500 milhões de produtos se encontram sem uso nas casas dos brasileiros. | Imagem: Época Negócios

 

 Através de uma ação do Ministério do Meio Ambiente (MMA), realizada até o dia 26 de outubro, a população de Brasília, Belo Horizonte, São Paulo e do Rio de Janeiro poderão descartar de forma correta o lixo eletrônico, como celulares e computadores obsoletos e estragados. A coleta do material faz parte da estratégia de consumo sustentável desenvolvida pelo ministério e a expectativa é de que sejam coletadas 50 toneladas de lixo eletrônico durante os 15 dias de realização do programa.

 

“Temos que conscientizar os consumidores que há lugar [adequado] para o lixo eletrônico”, disse a gerente de Consumo Sustentável do Departamento de Produção e Consumo Sustentável do MMA, Fernando Daltro. Segundo ela, o lixo coletado durante a campanha será reciclado ou descartado por empresas de reciclagem.

 

A campanha será desenvolvida por meio de parceria do MMA com companhias de metrô de Brasília, São Paulo, do Rio de Janeiro e de Belo Horizonte, o Carrefour, a Phillips do Brasil, a Oxil - empresa que atua no mercado de reciclados desde 1988 - e a Descarte Certo. Neste ano, o ministério instituiu outubro como o Mês do Consumo Sustentável.

 

Em Brasília, a população poderá descartar o lixo eletrônico em um coletor da Estação Galeria dos Estados do metrô, no Setor Comercial Sul. Em São Paulo, o posto de coleta ficará na Estação Tucuruvi, na Linha 1 Azul. No Rio, o material poderá ser deixado na Estação Carioca e em Belo Horizonte, na Estação Eldorado.

 

O Brasil consome por ano, segundo o MMA, mais de 120 milhões de eletroeletrônicos. Pelo menos 500 milhões de produtos se encontram sem uso nas casas dos brasileiros. Esses produtos contêm mercúrio, chumbo, fósforo e cádmio - substâncias podem contaminar o ar, a água e o solo. Por isso, o ministério quer conscientizar a população sobre a necessidade de descartar de forma correta o lixo eletrônico.

 

João Carlos Rodrigues da Agência Brasil

 

Pão de Açúcar implanta sistema de logística reversa de lixo eletrônico

 Postado em 04/10/2011 às 10h47

 

O Grupo Pão de Açúcar e a Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (ABRELPE) fecham parceria para a implantação de pontos permanentes e ações itinerantes de logística reversa de resíduos de equipamentos eletroeletrônicos. Trata-se da primeira ação desse tipo envolvendo uma grande rede de varejo do país, depois da vigência da Política Nacional de Resíduos Sólidos, que determina a estruturação de sistemas de logística reversa para diversos produtos.

 

A iniciativa entrará em operação em outubro, com a instalação de quatro postos fixos nas lojas Extra Anhanguera, Itaim, Morumbi e Anchieta, em São Paulo.

 

A ação iniciada agora também contemplará a instalação, até 2014, de pontos de coleta de e-lixo, nas lojas localizadas nas cidades-sede da Copa do Mundo, período que deverá registrar aumento da demanda por substituição de aparelhos de TV, DVD’s, rádios e outros equipamentos eletrônicos. A estimativa é disponibilizar mais de 20 pontos fixos e realizar mensalmente diversas ações itinerantes em todo o país até o ano do evento esportivo.

 

Inicialmente, além dos quatro pontos implantados, o cronograma estabelecido para o mês de outubro compreenderá a implantação de outros pontos permanentes fora da capital e a realização de ações itinerantes nas cidades de São Paulo. Posteriormente, serão estabelecidos outros cronogramas para a instalação de novos pontos fixos e móveis em outras regiões da cidade e do País.

 

“Trata-se da primeira parceria com uma grande rede do varejo, que demonstra o comprometimento do Grupo Pão de Açúcar com as questões ambientais, e que se torna essencial para dar continuidade ao avanço na gestão de resíduos sólidos e certamente será um modelo a ser copiado”, observa Carlos Silva Filho, diretor executivo da ABRELPE.

 

Para o Grupo Pão de Açúcar, a novidade faz parte do compromisso de ampliar o engajamento dos clientes para o consumo consciente. “Milhões de pessoas passam todos os anos pelas nossas lojas e buscam alternativas para viabilizarem suas práticas de consumo consciente. Colocamos nossas unidades a esse serviço com várias iniciativas”, diz a gerente de sustentabilidade do Grupo, Ligia Korkes.

 

A iniciativa que será agora estruturada contemplará a logística reversa dos resíduos de equipamentos eletroeletrônicos, incluindo televisores, videocassetes, dvd’s, computadores, celulares, impressoras, câmeras digitais, mp3 players, dentre outros. “Estamos preparados para recolher e dar destino adequado para todos os equipamentos eletroeletrônicos entregues pelos cidadãos”, ressalta o diretor executivo da ABRELPE, que até agora, nas várias ações pontuais realizadas pela entidade, já recolheu mais de 40 toneladas de resíduo eletrônico, que, ao serem encaminhadas para processos licenciados de desmontagem e posteriormente recicladas, deixaram de causar impactos no meio ambiente.

 

 

 

 

 

 

11 de out. de 2011

Londres "dá lição" ao Rio e finaliza obras olímpicas com um ano de antecedência

Roberto Pereira de Souza,Em São Paulo

 

 

Ao centro do estádio olímpico, o símbolo de que falta apenas um ano para os Jogos

Se algum patriota achar que o trabalho brasileiro para a realização das olimpíadas Rio 2016 está dentro do melhor cronograma, cuidado: os ingleses, que vão sediar os jogos de 2012, têm uma lição histórica a ensinar aos gestores cariocas. Eles venceram o tempo com sobras: terminaram tudo o que era necessário com um ano de antecedência. Todos os equipamentos esportivos já estão sendo testados, sem uma única reclamação séria por erro de projeto ou preço abusivo cobrado com taxa de emergência.

 

Mais surpreendente ainda: não houve aditivos aos contratos e os preços foram exatamente o que o projeto estabeleceu. Total da planilha: 9,3 bilhões de libras esterlinas, que valem cerca de R$ 27,06 bilhões. Os ingleses não sabem traduzir a lucrativa expressão “aditivo de contrato”, que aumenta o preço das obras no Brasil com certo amparo legal da lei 8666/93, que rege as licitações brasileiras.

 

Os ingleses compraram as olimpíadas e economizaram como se fossem para uma guerra de grandes proporções. Salas de reuniões foram apelidadas com nomes de generais da Segunda Guerra Mundial. O nome da empresa criada para cuidar das Olimpíadas-2012, no subúrbio pobre de Stratford, Zona Leste de Londres (ODA) resume em três letras o que a tropa de engenheiros e pedreiros deveria fazer: Olympic Delivery Authority. Literalmente, Autoridade de Entrega Olímpica.

 

Feita a entrega, começaram os testes em julho de 2011. Nada escapa às sessões de checagem, com eventos reais nos ginásios, piscinas, pista de hipismo, vila olímpica, quadras de vôlei, shopping center, linha ferroviária, estação de trem de última geração, purificação de água, geração elétrica, estação de esgotos e refrigeração sustentável.

 

Tubulações pressionadas, lajes carregadas, elevadores subindo e descendo, piscinas aquecidas, tatames estirados, corridas de atletismo... Até agora, apenas um pedaço de forro do shopping de Stratford se soltou, mas não houve vítimas.

 

Qualquer tentativa de comparação entre o que os britânicos fizeram desde 2005 e o que os brasileiros farão nos próximos cinco anos até 2015, quando o Rio de Janeiro entregará as obras necessárias para sediar as Olimpíadas-2016, esbarrará em uma muralha cultural com duas colunas mestras: planejamento e economia.

 

Redundância inglesa: eles só gastam o que planejam gastar e só constroem o que planejam. Só isso pode impedir a gastança desmedida de dinheiro (público ou privado) e o uso indevido de recursos que tenham pouco aproveitamento após os grandes eventos.

 

Dois anos após a indicação de Londres como a próxima sede das olimpíadas, o chefe do projeto decidiu visitar as obras do parque olímpico na distante e poluída Stratford, 30 minutos de trem a leste da capital inglesa, em companhia do repórter Graham Ruddick, do jornal Daily Telegraph. A visita foi em 2007.

 

“Você pensa que é grande, mas você não sabe como isso é realmente grande. Você precisa pensar nisso como se fosse uma mobilização dos recursos de um país que está indo para uma guerra”, relembrou Howard Sheplee, de 62 anos, voltando ao dia 6 de julho de 2005, quando ouviu essa frase da boca do presidente do Comitê Olímpico Internacional, Jacques Rogge.

 

 Sheplee sempre soube do orçamento crítico que teria para tocar suas obras, em um continente em crise financeira.

 

Em Londres, todos projetos passaram pela sala do chefe da ODA, Howard Sheplee.

 

Com a Europa em crise econômica, o parlamento inglês questionou cada centavo do orçamento final de 9,3 bilhões de libras esterlinas. A primeira etapa do projeto olímpico inglês exigiu do comandante Howard Sheplee toda estamina disponível em seu organismo. “Foram reuniões longas com pessoas da comunidade. Os projetos contemplam opiniões dos moradores que vão ser beneficiados pelo legado”, explicou Sheplee ao Daily Telefraph.

 

Os moradores de Straford foram tratados como verdadeiros stakeholders do mundo moderno, ou parte interessada do projeto todo. “Fizemos audiências públicas para colher informações de como poderíamos atender a demanda daquela periferia”, relembrou o engenheiro que chefiou todas as obras e supervisiona os testes dos equipamentos esportivos das Olimpíadas 2012.

 

”As informações que captamos na primeira fase serviram para detalhamento do projeto”, lembrou Sheplee.

 

Londres teve um projeto socialmente responsável, a julgar pelos resultados divulgados pela mídia local. O parque olímpico foi instalado em uma área usada para acomodar restos da Segunda Guerra Mundial. O parque olímpico foi projetado entre rios poluídos por produtos químicos e restos de bombas. Antes de a obra começar, a água já era potável e a terra descontaminada.

 

Mas não é só isso: com alta taxa de desemprego (acima de 10%), violência e demanda por infraestrutura de transportes públicos, em Stratford, os ingleses planejaram o máximo dispostos a gastar o mínimo. Restos da Londres bombardeada, durante a Segunda Guerra Mundial, foram reutilizados na construção de paredes calçadas e fundações.

 

A concretagem foi diminuída porque a produção de cimento joga carbono da atmosfera. A cultura da Segunda Guerra foi resgatada das valetas de Stratford. “Estudos estratégicos amadores mesclados com estudos profissionais de logística”, era o que dizia o general George Patton, durante o conflito mundial. O pensamento é usado sem reservas por Howard Shiplee. Os projetistas, que trabalharam com ele, apelidaram sua sala de reuniões em Stratford de “Patton room” (Sala do Patton).

 

A analogia com a Segunda Guerra não é gratuita. A Europa atravessa a pior crise econômica desde os anos 30 do século passado. Os Jogos de Londres consumiram cerca de R$ 27,06 bilhões em um momento em que o governo inglês fazia cortes dramáticos nos gastos públicos, aumentando a necessidade dos mais pobres, principalmente dos migrantes asiáticos.

 

 “Somos a chama de esperança nesse momento de dificuldades econômicas. Mais que isso, estamos ocupando nossa indústria, nossos técnicos, nossos operários. Se não fossem os Jogos o que aconteceria com esse patrimônio?”, pergunta-se Shiplee. Segundo o executivo, as Olimpíadas geraram contratos diretos no valor de R$ 9 bilhões, criando mais de 75 mil oportunidades de negócios na cadeia de suprimentos. As obras foram divididas entre 98% dos empresários britânicos.

 

As vagas ajudaram 20% dos moradores de Stratford: 10% estavam desempregados oficialmente e outros 9% serão treinados para o primeiro emprego, na construção civil, incluindo centenas de mulheres. E para evitar problemas de caixa nas empresas contratadas, o pagamento passou a ser feito a cada 18 dias e não mensalmente.

 

O governo inglês abriu a possibilidade de a iniciativa privada captar recursos para finalizar as obras. Mas na crise que abala o continente europeu, faltaram o equivalente a R$ 1,5 bilhão para conclusão das obras da vila olímpica. O governo entrou em cena e fechou o buraco. Ao todo, as obras empregaram cerca de 4 mil operários, consumindo menos de R$ 30 bilhões.

 

Ginásios, parques, estádios, piscinas, pistas de hipismo, restaurantes, centro de imprensa, satélite, tratamento de água estão distribuídos em 24 milhões de metros quadrados.

 

Outra lição inglesa: o legado olímpico precisa ser bem aproveitado pela população que mais necessita do investimento. Dificilmente eles aceitariam o fato de o Maracanã ser reformado duas vezes, uma em 2006 e outra em 2011, consumindo cerca de R$ 2 bilhões.